Poissy, France (2009)
Poderia até omitir o nome da obra e o nome do seu autor, pois tenho a sensação que é algo que faz parte do imaginário de cada um de nós como uma das mais importantes referências arquitectónicas.
A ansiedade sentida antes de ver a “maravilha”, a caminho de Poissy, foi muito intensa. Parecia que nunca mais chegava o momento de contemplar, de estar frente a frente, de toca-la e deambular no seu interior e em redor da vila.
Primeiro, a localização da vila no meio de um bosque faz com que o edifício se perca por entre as árvores, logo, o percurso até a casa é de constante descoberta. E quando nos encontramos já perto da vila, o relvado que a delimita convida-nos a sentar e a observar o edificado.
Primeiro, a localização da vila no meio de um bosque faz com que o edifício se perca por entre as árvores, logo, o percurso até a casa é de constante descoberta. E quando nos encontramos já perto da vila, o relvado que a delimita convida-nos a sentar e a observar o edificado.
Após instantes, a curiosidade de viver o seu interior ganha relevância.
Transpondo a porta de entrada (a norte), os primeiros passos conduzem-me de imediato para a rampa que se ergue à minha frente, percorrendo-a lentamente para usufruir da simplicidade e das coisas básicas mas altamente essenciais que a compõem. Pois cada elemento desta arquitectura fala sobre a sua essência, que é particular.
Transpondo a porta de entrada (a norte), os primeiros passos conduzem-me de imediato para a rampa que se ergue à minha frente, percorrendo-a lentamente para usufruir da simplicidade e das coisas básicas mas altamente essenciais que a compõem. Pois cada elemento desta arquitectura fala sobre a sua essência, que é particular.
Sentir as proporções do Modulor, atravez dos 183cm do meu irmão (com quem fiz a viagem) foi mágico, parecia uma casa feia a sua medida, o construído tinha um propósito muito lógico pensado na vivência desse Homem, que Le Corbusier idealizou. O momento do patamar intermédio da rampa que nos permite aceder à cobertura pode servir de exemplo, pois quando se está junto à parede que delimita este patamar, a parede tem a altura exacta deste Homem ideal, impedindo que se veja directamente a cobertura. É necessário alçar-se em bicos-de-pés, encontrar o equilíbrio nos dedos dos pés, para que novas vivências sobre a mesma realidade se façam acontecer…
Na sala de estar, o mobiliário desenhados por Le Corbusier, convidam a serem experimentadas, relaxando permite novos pontos de observação do pátio e das copas das árvores do bosque. Cada escolha projectual posiciona o observador em pontos visuais estratégicos. Como exponente máximo, temos as paredes ondulantes da cobertura onde a ausência de matéria (muro) faz emoldura a paisagem sem fim, como uma pintura.
Uma experiência sensacional, que estimula os sentidos e procura revelar-se em vários imaginários, até que nos leve de novo até ela – reviver o espaço e as sensações vividas nele.





